3 APM 2011 - Estética

Nov 29

Exposição Adriana Garibaldi e Fernando Cardoso

André de Biasi
Descrição breve da Exposição:
A exposição conta com as obras  da artista plástica argentina Adriana Garibaldi e do escultor brasilerio Fernando Cardoso. Garibaldi é nascida em Buenos Aires mas mudou-se para o Brasil em 1978, radicando-se em São Paulo. Filha de artistas plásticos, conviveu com arte desde cedo. Fernando Cardoso iniciou seu trabalho de escultura em 1990. Vive e trabalha em São Paulo. Seu principal interesse é a forma humana.
Artistas: Adriana Garibaldi e Fernando Cardoso
Comentário Pessoal:
A princípio, não há nada de extraordinário para se comentar na galeria em si, além de seu belo e curioso nome. Trata-se de uma sala ampla sem divisórias onde as obras são expostas. As paredes são brancas e o chão é de madeira invernizada.
O que mais me chamou a atenção na exposição foram as esculturas, todas de bronze com a forma bem longelínea e, principalmente, com membros corporais absolutamente desproporcionais. Parece haver uma certa influência da arte africana mesclada com expressionismo. Ao meu ver, trata-se de arte decorativa. De excelente qualidade.
Nas paredes estavam os quadros de Adriana Garibaldi. A artista possui um estilo muito distinto e com muita personalidade. Na minha percepção parecia haver uma grande ênfase na sensação de serenidade nos rostos das telas. A atenção ao detalhe é deveras hipnotizante.
 Sopro de Vento
110cm x 150cm
Acrílico s/t
Sono
180cm x 120cm
Acríico s/t
Na Praia
40 x 65 x 135cm
Serviço da Exposição:
Abertura: 22 de Novembro
Encerramento: 3 de Dezembro
Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1753
De segunda a sexta-feira, das 10h - 20h
sábados, das 10h - 14h

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Nov 29

A Sangue Frio

Artistas: Bruno Vilela, Cristian Silvia-Avária, Kilian Glasner, Paulo Vivacqua, Renata de Bonis, Thiano Honório, Waléria Américo.

Curadoria: Jacopo Crivelli Visconti 

David Rosenberg de Andrade

Se trata de uma exposição de vídeos, desenhos, pinturas e objetos unidos pelo tema violência e medo, enfatizando um suspense psicológico e uma quebra do consenso. Ao se analisar a montagem da exposição pode considera-la uma espécie de instalação “macabra”.

Em uma cidade cosmopolita e diversificada como São Paulo se espera encontrar de tudo. Até uma exposição sobre arte contemporânea expondo peças variadas, desde quadros até um balcão com dois livros pretos pregados com os títulos “Buraco Negro” e “Big Bang” com páginas internas em branco compostas por prontuários hospitalares e pedaços de fita crepe. Bizarro. 

Segundo o manifesto da exposição explica, as peças foram selecionadas pela temática e estética em comum que tem em pano de fundo o medo, a violência, o implicito; uma espécie de jogo psicológico no qual o espectador é convidado a experimentar um suspense, uma aflição pelo rompimento da expectativa temática tradicional e de compreensão completa logo ao primeiro olhar, sendo desafiado a enfrentar as obras que deixam propositalmente um “certo espaço” para ele refletir suas próprias neuras ou sadismos.

Em contraponto, nota-se, que os artistas, em seu processo de criação, não somente usaram o medo como objeto de criação, mas encarnaram, personificaram e se transvestiram perversos a fim da obra ser o resultado final do próprio envolvimento emocional artistico durante o processo em seu resultado final, propondo-se a passar a essência de seus sentimentos mais subjetivos de pavor ao espectador, se eu pudesse definir a exposição em uma palavra, ou se o tema por mim pudesse ser definido, seria: INCOMODO, pois na minha opinião esse foi a verdadeiro significado buscado pelas obras. 

Destaque para os quadros de Klian Glasner, de Pastel Seco Sobre Papel em tons monocromaticos, ambos de 1,50m de altura por 80cm de comprimento:

Crime I, 2000:


Rua, 2011:

Agonia é o que eu posso falar sobre a primeira obra, Suspense sobre a segunda, falar mais seria até incoerente com a proposição da exposição, pois interpretar e querer impor e sujeitar a minha sensação de incomodo deixada no “espaço em branco” das obras destinado a brincar com o seu próprio medo interior é estragar, ao menos em parte, a brincadeira.

Se você gosta de coisas diferentes, gosta de quebrar o padrão, está entediado, ou gosta simplesmente de apreciar a arte, em suas formas mais inusitadas, bizarras e questionaveis, divirta-se. Contemple o medo.

Exposição: A Sangue Frio

Galeria Moura Marsiaj (Rua Mateus Grou, 618, Pinheiros)

Visitação: 25 de novembro a 23 de dezembro

Terça a Sexta das 10:30 ás 19h | sábados: 12 ás 18h

Entrada livre. 

Nov 22

Em Nome Dos Artistas

Fabricio Correa Velucci

DESCRICAO BREVE DA EXPOSICAO:

Exposição conta com uma seleção de 51 artistas importantes da arte contemporânea norte-americana dos últimos 30 anos. Apresentando vídeos, projeções, quadros, fotografias, esculturas, instalações e etc.

     
Artistas:  http://www.bienal.org.br/FBSP/pt/Emnomedosartistas/Artistas/Paginas/default.aspx

COMENTARIO PESSOAL:

Semana passada fiquei sabendo que uma exposição no Pavilhão da Bienal estava expondo a obra de diversos artistas, entre eles Matthew Barney. Fiquei curioso e queria saber o que seria exposto, pois já o conhecia pelo seu filme Cremaster Cycle e julgando pelo que a obra apresenta, seu espaço ocupado na exposição seria totalmente imprevisível. Ao Chegar no local, olhando no mapa, descobri que M. Barney estaria expondo em um pequeno espaço do terceiro andar, sendo assim tive um longo caminho no qual os outros 50 artistas estavam expondo. 
      Logo no primeiro andar, me deparei com um grande cinzeiro cheio de cigarro apagado e um cheiro muito forte. O cheiro não me incomodava tanto mas logo imaginei que a exposição não seria tão interessante quanto imaginava. Poucos metros depois do cigarro, um cabrito e uma vaca estavam divididos ao meio dentro de um recipiente e era possível passar no meio deles e observar o seu interior. Logo, a impressão que eu tive logo que entrei passou e comecei a achar muito interessante pois a diversidade de obras e temas abordados pelos artistas era imensa.

Mother and Child Divided [Mãe e filho divididos] - Damien Hirst

Depois de diversos quadros, fotografias, esculturas e instalações, cheguei no terceiro andar. Fui direto para o espaço reservado para Matthew Barney e infelizmente não correspondeu as minhas expectativas pois eu imaginava um ambiente mais claustrofóbico como nos filmes, mas no local tinha apenas algumas TVs passando os filmes e dentro da sala algumas esculturas que são interessantes levando em conta a sua aparência mas que não era bem o que eu esperava. Infelizmente acabei saindo do pavilhão da Bienal decepcionado, pois esperava mais do artista que me levou ate a exposição

Serviço da exposicao:

 A exposicao estara disponivel ate o dia 4 de dezembro no pavilhao da Bienal de Terca a Domingo.
Mais informacoes no site
http://www.bienal.org.br/FBSP/pt/Emnomedosartistas/Paginas/default.aspx

Nov 22

CAOS E EFEITO

Carolina Pedace Kaloussieh

CAOS E EFEITO

ARTISTAS: Alumbramento Coletivo de Cinema, Anna Bella Geiger, Cadu, Daniel Santiago/Paulo Brusky, Ducha, Eduardo Berliner, Fabiano Gonper, Felipe Kaizer, Franz Manata & Saulo Laudares, Graziela Kunsch, Grupo Rex, Letícia Parente, Maria Helena Bernardes & André Severo, Matheus Leston, Michel Groisman, Nelson Leirner, Nervo Óptico, Vitor Cesar, Alexandre Wollner, André Komatsu, Antonio Dias, Chacal, João Loureiro, Lucia Koch, Lygia Pape, Marcel Gautherot, Matheus Rocha Pitta, Nelson Leirner, Peter Scheier, Rafael Alonso, Rogério Sganzerla, Vicente Ferraz, Alexandre Da Cunha, Bruno Lagomarsino, Jarbas Lopes/Tetine, Lygia Pape, Marepe, Paulo Nazareth, Renata Lucas, Rivane Neuenschwander, Sara Ramo, Waléria Américo.

DESCRIÇÃO BREVE DA EXPOSIÇÃO:

A Exposição no Itaú Cultural é composta nos três andares expositivos por aproximadamente 150 obras, dentre elas pinturas, fotografias, instalações e vídeos. Os trabalhos foram escolhidos e organizados por cinco curadores: Fernando Cocchiarale, Lauro Cavalcanti, Moacir dos Anjos, Paulo Herkenhoff e Tadeu Chiarelli.

COMENTÁRIO PESSOAL:

              Foi se aproximando a minha vez de ir ao museu, e então comecei a ficar desesperada, pois por ser uma das ultimas achei que não iria sobrar nenhuma exposição para mim. Até o dia em que estava voltando para a casa e passei na frente do Itaú cultural e vi uma placa bem grande com o nome da exposição “Caos e Efeito”, esse nome me chamou atenção e então fui pesquisar sobre o que era e acabei me interessando.

               Quando cheguei me deparei com muitas crianças visitando a exposição, logo tive um sentimento de arrependimento, e pensei que as obras deviam ser muito bobas para ter a presença de tantas crianças, mas quando comecei a ver as obras, percebi que havia me enganado.

               Cada obra apresentada tem algo que prende atenção de quem esta observando, seja pela sua perfeição, pelo seu material, pelo assunto tratado, dentre outros. Como por exemplo um vídeo de Leonora de Barros que esta logo no começo da exposição, nele esta presente o rosto de uma mulher, coberto com um capuz, a mulher parece sofrer, pois está chorando e dizendo repetidamente “Eu não quero ver”, isso mexeu emocionalmente comigo, me prendeu e me fez ficar pensando o que aquela mulher não quer, e conclui que um dos objetivos centrais da exposição é fazer uma crítica à sociedade, assim sendo, ela pode não querer ver o que realmente esta acontecendo na sociedade, ou ela vê, mas não quer acreditar no que esta vendo.

               Achei todas as obras muito interessantes, pois, não bastava passar e olhar, era necessário pensar e relacionar, para assim concluir o qual era o objetivo do artista ao produzir aquela obra. A maioria das obras eram muito irônicas, mostrando e criticando a identidade nacional, questionando ideologias e crenças, mostrar a realidade com outros olhos, ou seja, obras de arte feitas de um modo diferente, algo que eu nunca tinha visto antes.

               O único incômodo que tive na minha visita à exposição, foi ao visitar o ultimo andar. Logo que entrei, já queria sair, mas a minha curiosidade foi maior e continuei entrando. Era uma sala, a meu ver, muito bagunçada, com vários objetos penduradas, objetos no chão, desde violão até sapatos, me lembrando do nome da exposição, essa parte era literalmente um caos. Não me senti a vontade ao andar por lá, muita informação junta, vários objetos distintos espalhados, imagens, referências à política, cenas de sexo. Acabei por me sentir um pouco sufocada nesse espaço, mas o resto da exposição valeu a pena.

 

IMAGENS:

 

FELIPE CAMA
Notícias de Lugar Nenhum (made in china) 2010

40 Óleos sobre tela

37X50 cm cada

Galeria Leme, São Paulo, Brasil.

LUCIA KOCH

Dark Room, 2010

Fotografia

87X93,5 cm

Acervo Galeria Nara Roesler

GRAZIELA KUNSCH

Sem título, 2011

(Escrito: Prefiro não fazer)

 

ALEXANDRE VOGLER

Pintura de Retoque – Ilha do caribe, 2006 (díptico)

Guache sobre puzzle

120X70cm (cada)

Acervo A gentil Carioca

LYGIA PAPE

Não pise na Grana, 1996

Instalação – Alfaces, textos, tijolos

Serviço da exposição:

Onde: Itaú Cultural – Pisos 1, -1 e -2   Avenida Paulista 149 – Paraíso [próximo à Estação Brigadeiro do Metrô]

 Quando: domingo 23 de outubro a sexta 23 de dezembro de 2011 – Entrada franca

Horário: terça a sexta 9h às 20h
sábado domingo feriado 11h às 20h

Links relacionados: http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2675

Nov 22

Ainda Viva

Camila Nascimento Pedro

Ainda Viva-Pedro Varela 

Descrição da exposição: O carioca Pedro Varela apresenta trabalhos inéditos na exposição individual Ainda Viva, na Zipper Galeria. Varela preparou para a ocasião 10 obras, além de um conjunto de desenhos feitos em papel de arroz.

O título da exposição é um tradução livre do termo Still Life, estilos de pintura do século XVI e XVII, originado no norte da Europa e países baixos. Nela o espectador poderá ver pinturas e desenhos de natureza morta, paisagens e vanitas (muito comum na arte funerária medieval, de aspecto sombrio, mas que, nas obras de Pedro, ganha tons fortes e coloridos).

Comentário Livre Pessoal: Chegando na exposição, percebi logo que iria gostar, as cores me chamaram muito a atenção. Reparei que todos os quadros tinham como cor principal o azul, ou a tela era toda azul ou o fundo era azul com algum desenho bem colorido em cima e isso fez com que eu gostasse ainda mais do que via, pois minha cor favorita é azul, teria um quadro desse tipo no meu quarto ou até mesmo na sala.

Como comentei há de se reparar no grande uso to tom azul, em grandes áreas o azul ganha efeitos aguados similares a aquarelas, mas que são, na verdade, criada com acrílico sobre lona, em outras imagens podemos ver que o azul recebe pontos coloridos mais específicos.

Todos os trabalhos são construídos através de justaposição de diferentes referências e estilos presentes na arte, arquitetura, ilustração etc.
Algumas pinturas retratam lugares perdidos ou imaginários como Atlântida, florestas psicodélicas e jardins submersos, outras mostram natureza morta que são um gênero considerado perdido na historia da arte e que interessaram o artista, justamente por isso o nome Ainda Vida é uma referência clara as sucessivas mortes da pintura, proclamadas desde o surgimento da fotografia até hoje.
Percebi que a pintura parece desconectada de seu tempo para criar atalhos que falam de seus mundos imersos, numa atmosfera de fábula, num tempo que parece não existir, que não é passado e nem futuro.
Serviço da exposição:
Local: Galeria Zipper, Rua Estados Unidos 1494
Quando: segunda a sexta das 10h as 19h, sábados 11h as 17h
Período: 29 de outubro a 26 de novembro de 2011
Nov 15

Realismo Capitalista e outras histórias ilustradas

Francisco Leite Santoro

Realismo Capitalista e outras histórias ilustradas - Sigmar Polke


Descrição da exposição: Sendo esta a primeira exposição internacional de Sigmar Polke, após sua morte em junho de 2010, a exposição exibe toda a série de obras gráficas do artista, produzidas entre 1963 e 2009.

São mais de 200 obras expostas ao público sendo elas, pinturas, objetos, obras gráficas, narrativas ilustradas, colagens e os originais da serie “Day by Day”, cedidos pelo colecionador Axel Ciesielski.

Comentário Livre Pessoal: Quando chegou a minha vez de ir ao museu, já fiquei com preguiça e acabei escolhendo a exposição mais próxima, mas antes entrei no site do MASP para me preparar para o que eu ia ver, acabei gostando dos comentários sobre a exposição e acabei tendo vontade de ir ao museu.

Chegando lá entrei na exposição Realismo Capitalista de Sigmar Polke e vi obras muito parecidas com as da Pop Art que pretendiam criticar todo um processo de produção ou uma sociedade consumista, mas nunca tinha visto esse tipo de ilustração, pintura e colagem ao vivo e achei muito legal como as obras eram irregulares, como se você pudesse ver a produção, o trabalho manual do artista, seja na fixação de imagens de jornal, em telas pintadas ou até palavras escritas sob imagens.

Me surpreendi, não pela beleza estética das obras, mas sim com o contexto em que ela foi feita, seu motivo e forma de produção.

Sigmar Polke nessas mais de 200 obras conseguiu passar toda a crítica a sociedade controlada pelo mercado, abrangendo os costumes, a política, a publicidade e até o futebol baseado em seu contexto histórico, mostrando em sua forma de expressão uma fuga, tentativa de libertação do capitalismo.

Girlfriends II-1967

Weekend House-1967-68

A conflict that has long been resolved-2007

Betriebsfest-1995

1989

Primavera-2003

Serviço da exposição:

Local: MASP-Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand.

Quando:Diariamente, das 11h `as 18h e Quinta até 20h.

Período: 28 de Outubro de 2011 a 29 de Janeiro de 2012.

Site: www.masp.art.br


Nov 15

32º Panorama da Arte Brasileira

Anna Luiza Moura Andrade Araujo

MAM- Museu da Arte Moderna : 32º Panorama da Arte Brasileira

Nome dos Artistas:

Jorge Menna Barreto, Bruno Faria, Lucia Laguna, Marco Paulo Rolla, Romano, Amanda Melo, Oriana Duarte, Alberto Bitar, Cildo Meireles, Marcelo Coutinho, Ducha, Sara Ramo, Lourival Cuquinha, Letícia Cardoso, Breno Silva, Louise Ganz, Cadu, Pedro Motta, Rodrigo Bivar,Jarbas Lopes, Raphael Grisey, GIA(Grupo de interferência ambiental), Wagner Malta Tavares, Hector Zamora, Jonathas de Andrade, Gaio Matos, Nicolas Robbio, Pablo Lobato, Paulo Sampaio, Andre Severo e Maria Helena Bernardes, Sara Ramo, Ricardo Basbaum, Virginia de Medeiros, Rodrigo Matheus, Chiara Banfim, Kassin, Jarbas Lopes, Jailton Moreira.

Curadores: Cauê Alves e Cristina Tejo

Descrição breve da Exposição:

O Panorama da Arte Brasileira chega a 32ª edição como uma parada no Itinerário de cerca de 40 artistas, além de alguns estrangeiros com maior ou menor inserção no cenário nacional. Com o título itinerários, itinerâncias, a exposição apresenta alguns aspectos da realidade artística de hoje, relativos ao tempo e aos deslocamentos implícitos nesse meio, não só no Brasil, mas no mundo todo. Com a globalização e a volatilização das fronteiras, os artistas viajam cada vez mais para participar de exposições e residências e em alguns casos passam mais tempo em trânsito do que nas cidades em que vivem. 

Comentário Livre Pessoal:

Não tenho muito costume em ir em exposições,  vou pelo menos uma vez por ano, mas como tive que ir esse mês, decidi escolher uma bem interessante. O MAM é um museu que sempre me interessei, gosto muito de arte moderna, então resolvi visitar a mais nova exposição de lá.

Quando entrei, não imaginava que a exposição seria tão grande, ocupava duas salas, a sala “Grande sala ” e a outra “ Sala Paulo Figueiredo”. Não sabia nem por onde começar. As duas salas estavam lotadas de crianças e jovens, foi aí que percebi que estava na exposição certa.

Apesar de ter gostado da exposição inteira, tiveram três obras que me chamaram mais atenção.

 Uma das primeiras obras que me deparei foi uma obra que brinca com a percepção do tato. Você pode calcar alguns dos sapatos expostos e cada um deles lhe trará uma sensação diferente: seja um barulho de chocalho, andar sobre molas, ou ate pisar em cima de umas bolinhas de gude. 

 

Outro detalhe usado na exposição que achei bastante interessante é o uso do videoart, como no caso de uma obra onde você pode interagir ao sentar em uma perua e observar a paisagem matogrossense e ouvir ao bom som de viola. 

A terceira obra que achei incrível foi uma bandeira inglesa com mil libras costuradas, vendida em leilão com retorno financeiro a investidores que haviam adquirido ações para financiar a obra. Parte do dinheiro foi conseguido com o trabalho de motorista de rickshaw (charrete levada por uma bicicleta). Acho que me identifiquei bastante com essa obra porque morei em Londres por algum tempo quando eu era menor, então vendo essas notas me lembrou bastante de quando eu morava lá.  

Acredito que agora em diante vou fazer mais esforço para visitar as exposições porque sempre saímos com um outro pensamento e opinião sobre as obras. Achei muito interessante e bastante interactivo, não imaginava que ao entrar eu veria essas obras únicas que certamente são difíceis de encontra no nosso dia-a-dia.

Serviço da Exposição:

Nome:  32º Panorama da Arte Brasileira - Itinerários e Itinerâncias

Local: MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) – Sala Paulo Figueiredo e Grande Sala

Endereço: Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3)

 Aberto ao público15 De Outubro a 18 de dezembro 2011

Horário: terça a domingo e feriados, das 10h às 18h

Site: http://www.mam.org.br/


 

Nov 15

Artefatos indígenas

Camila Nascimento Pedro 

Artefatos indígenas- Pavilhão das Cultura Brasileiras 

Descrição da exposição: A exposição é organizada em módulos que correspondem diferentes povos indígenas, salientando a diversidade das tradições estéticas e a importância da manutenção destas tradições na produção contemporânea em novos processos de reafirmação de identidades indígenas específicas ou regionais.

Ao todo 270 objetos e obras de arte representam a produção contemporânea de doze povos indígenas da Amazônia (nos Estados do Amapá, Pará e Mato Grosso).

Objetos rituais (máscaras, ornamentos corporais e instrumentos musicais) e do cotidiano (cerâmicas, trançados, tecidos e bancos esculpidos em madeira) ilustram tradições estéticas dos povos que os produzem.

Além dos objetos usados em rituais ou no cotidiano, trinta desenhos sobre o papel mostram a riqueza da arte gráfica Wajapi, arte esta hoje reconhecida pela Unesco como patrimônio imaterial da humanidade. Outras obras de arte são as esculturas em madeira dos povos indígenas de Oiapoque, que representam com maestria os animais da floresta presentes também em sua mitologia.  

Comentário Livre Pessoal: Chegando a exposição fiquei encantada com a mistura de cores, foi o que mais me chamou a atenção. Logo fui percebendo que cada instrumento tinha uma historia e isso me deixou envolvida pois achava que não iria me atrair muito pelo tema, mas me enganei.

A exposição retoma uma das principais diretrizes traçadas no projeto que originou este novo espaço cultural no Parque do Ibirapuera, e que propõe a inserção da produção indígena contemporânea no universo das artes brasileiras, ao lado das artes populares, do design popular e de todas as expressões culturais brasileiras sub-representadas nos museus.

O título chama a atenção para a ambiguidade com que a produção indígena é tratada em mostras e museus, ora vista como arte, ora vista como artefato etnográfico. Esta exposição propõe um olhar mais aprofundado sobre os objetos indígenas enfatizando o processo de, fazer com arte, característico da produção artesanal indígena, e a relação entre este fazer e a salvaguarda de conhecimentos tradicionais.

Mala Karyru-Povo Wajãpi, Amapá

Roda de teto de casa comunitária-Povo Aparai, Pará 

Tanga ritual feminina-Povo Tiriyó, Pará

Colar de criança-Povo Kayapó, Pará e Mato Grosso 

Cocar de canudo-Povo Kayapó, Mato Grosso 

Máscara cerimonial Tamoko-Povo Wayana, Pará 

Local da exposição:Pavilhão das Culturas Brasileiras 

Endereço:Parque do Ibirapuera, Rua Pedro Alvares Cabral.

Aberto ao público: De terça a domingo, das 9 as 18h com entrada até as 17h. Entrada Gratuita.

Nov 08

Chaplin e sua imagem

Camila Nascimento Pedro

Chaplin e sua imagem-Instituto Tomie Ohtake

Descrição da exposição: Viabilizada pelo acesso especial aos arquivos da família Chaplin, esta exposição propõe-se a estabelecer uma relação entre a história de um ator-diretor de gênio e a formação do mito a que sua criação deu origem. Nascido em 1889 numa família londrina dedicada ao show business e atuando no palco praticamente desde quando aprendeu a andar, Charles Spencer Chaplin, que morreu na Suíça em 1977, personificava duas figuras indissociáveis: Charles Chaplin, o cineasta e ator de sucesso, e o mítico e universal Carlitos.

O acervo apresentado pela exposição compreende mais de 200 fotos de produção e fotografias feitas no estúdio de filmagens, muitas dela inéditas. 

No intuito de estabelecer um diálogo real entre imagens fixas e em movimento , quinze telas e oito projeções exibem seleções da obra de Chaplin na forma de trechos e montagens, em contraposição aos temas suscitados pelas fotografias.

Comentário Livre Pessoal:  foi chegando a minha vez de ir a uma exposição, fiquei torcendo para ter alguma que me atraísse e dei sorte pois Chaplin não era um desconhecido para mim, já havia visto seu trabalho na escola, na FAAP e até mesmo em casa, pois meu pai tem alguns filmes dele. Chegando a exposição fiquei impressionada pois estava muito cheia, não imaginei que tantas pessoas estariam interessadas naquele mesmo assunto, e o que mais me chamou atenção foi que em uma das salas haviam pessoas gargalhando, fiquei muito curiosa e entrei para ver o que era, lá dentro estava passando cenas de alguns filmes de Chaplin e realmente era muito engraçado, o que me deixou mais empolgada para ver o resto da exposição. 

Os arquivos dos estúdios Chaplin, preservado pela família, atribuem uma nova amplitude profunda a nossa visão sobre o artista e sua criação. A riqueza e diversidade do material por eles apresentadas, trechos de filmes, fotografias, obras de artistas vanguardistas dos anos 20 e 30, testemunham o quão minucioso e ciente do uso da presença cênica foi este homem, que muito cedo encontrou o sucesso, bem como seu prodigioso dom para originar e vivificar imagens, inclusive a sua própria.

Charles Chaplin, Tempos Modernos  (Modern Times)-1936

Charles Chaplin, Carlitos Patinador (The Rink, Mutual)-1916

O grande Ditador (The Great Dictador) -1939-1940

Inesquecível dupla de o O garoto

Tempos Modernos-1933-1936 

Local: Instituto Tomie Ohtake 

Endereço: Av.Faria Lima 201, entrada pela R.Coropés, Pinheiros, São Paulo.

Aberto ao público: 20 de outubro a 27 de novembro de 2011, terças a domingos, das 11 as 20 horas. Entrada gratuita.


Oct 26

Primeira Individual Retrospectiva-Felipe Morozini

Eduarda Pimentel Miglino

Zipper- Galeria de arte focada em novos artistas

 Artista: Felipe Morozini

Descrição breve da exposição:Trata-se da primeira exposição do bacharel em direito que conheceu a maquina fotográfica, e então assim deu inicio a seu novo talento. Felipe Morozini expõe suas obras em uma mostra Intitulada Primeira Individual Retrospectiva que apresenta imagens que o fotógrafo fez nos últimos dez anos. São cerca de 50 trabalhos, neles, o artista retrata expressões da cidade e das pessoas. O suporte que ele utiliza é basicamente a fotografia, mas o artista também utiliza colagens, pinturas, recortes, e adesivos. Está também sempre trabalhando à mão livre.

Nesta exposição Felipe reúne seus trabalhos em séries, desde fotografias que receberam interferência de desenhos até imagens sobre as quais o artista aplicou decalques de avião, “atacando” emblemas da arquitetura paulistana. Morozini fotografa também a paisagem urbana, revelando ações corriqueiras como um banho de sol, uma série de exercícios ou mesmo o reflexo de um espelho.

Comentário livre pessoal: A exposição acontece em uma galeria de arte nova na cidade de São Paulo, cujo foco é novos artistas. O ambiente não era grande, o que facilita a possibilidade de ver todas as obras existentes no lugar, de uma forma menos cansativa e mais próxima do publico.

Ao entrar nessa galeria, me senti muito a vontade, pois, apesar de não ter um acervo tão grande as poucas obras ali expostas me chamaram muito a atenção. Um dos motivos pelos quais eu me envolvi com a exposição foi por poder interagir com a obra e sem sombra de dúvidas por entende las facilmente.

Ao tentar analisar um pouco o trabalho de Morozini pude perceber que suas fotos ali expostas retratam muito o nosso cotidiano corriqueiro e que se não estivessem ali demonstrados de uma forma tão bonita eu com certeza não acharia tão interessante.

Pude perceber ao me informar mais sobre Felipe, que ele trabalha como espectador de sua obra. Suas fotos são de situações intencionais do dia a dia e que ao serem ampliadas percebe se que não havia uma intenção.

 Confesso que minha aptidão pela a arte não é grande, talvez seja ate pequena, mas ao ir a esta exposição pude perceber que nem sempre programas culturais não são legais e que com certeza existem obras de arte que valem a pena serem conferidas. Uma das obras que me chamou a atenção foi uma que eram varias fotos cerca de um pequeno espelho e em cada foto você tinha a oportunidade de ver a pessoa retratada nela, o artista no caso o fotógrafo e ainda conseguir se observar ao mesmo tempo.

Acredito que de agora em diante tanto a fotografia como uma exposição de arte passaram a ter um significado diferente para mim, ou seja, eu certamente vou me empenhar em fazer mais passeios culturais e passarei a apreciar de outra maneira uma fotografia que seja simples.

 Espero que vocês também tenham a oportunidade abrir seus horizontes e analisar as coisas de uma forma mais divertida.

Serviço da exposição:


Nome:
Primeira Individual Retrospectiva- Felipe Morozini



Local: Galeria Zipper

Endereço: Rua Estados Unidos, 1494                                                                                                                          CEP 01427 001   São Paulo – SP-Brasil  
(11)4306-4306

 Aberto ao público: De 17 de setembro até 29 de outubro 

Horário:  Seg-Sexta: 10h às 19h

Sáb:11h às 17h

Entrada Gratuita